Mostrar mensagens com a etiqueta FPF. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta FPF. Mostrar todas as mensagens

O final de um ciclo, capítulo Carlos Queiroz

Será que era no seleccionador que habitava o problema?

Concordando ou não com o despedimento, penso que é obrigatório falar um pouco dos últimos anos da nossa equipa lusa, desde Scolari a Queiroz! Carlos Queiroz levou-nos ao Mundial 2010 na África do Sul, primeiro objectivo cumprido. Empatamos a zero com um sempre muito poderoso Brasil na fase de grupos, acabando assim por passar aos Oitavos, segundo objectivo cumprido. Aí, caímos aos pés da Espanha que, curiosamente, é agora a Campeã do Mundo. O ex-seleccionador nacional apresentou resultados sim, não apresentou foi excelentes resultados, mas também não se pode pedir tal coisa quando a diferença de qualidade entre algumas selecções é digna de referência! A forma como ele colocou algumas peças dentro do terreno de jogo e a maneira como encarou o encontro com a Espanha é sempre questionável, mas ele não merecia ter sido tratado assim, não só pelo que já fez pelo futebol português, mas também pelo que representa no estrangeiro, ele é uma grande referência do futebol nacional em vários países e já conquistou títulos bem importantes! Vendo bem a nossa formação, com um meio-campo tão pouco competente e sem um lateral-direito e um ponta-de-lança à altura de uma fase final de um Campeonato do Mundo não há equipa que resista a muito mais.

Queiroz não é o melhor do Mundo nem dos melhores do Mundo como é óbvio! Mas analisando friamente, a nossa selecção a nível de talentos individuais e de processos adquiridos (via clubes) está uns degraus abaixo da que chegou à final do Euro 2004 por exemplo, portanto não é legítimo pedir a Queiroz o mesmo que se pediu a Scolari! Costinha, Maniche e Deco jogavam quase de olhos fechados no meio-campo do FC Porto de José Mourinho e na selecção portuguesa de Scolari. Já para não falar que jogadores como Rui Costa, Pedro Pauleta, Luís Figo, João Vieira Pinto não voltam mais e há que ter consciência do que temos AGORA e do potencial que outras selecções têm também! Olhando, por exemplo, para a selecção espanhola é fácil de entender que a dinâmica utilizada é a dinâmica de um Barça de Guardiola quase imbatível e com princípios e sub-princípios de jogo mais do que assimilados! Neste último Mundial, tivemos em Cristiano Ronaldo, Pepe e Ricardo Carvalho os únicos com o rótulo de "jogador TOP", sendo que depois apareceram duas “surpresas”: Eduardo e Fábio Coentrão! Comparar isto a Xavi, Iniesta, Pedro, David Villa, Fernando Torres, Sérgio Ramos, Piqué, entre outros, é como comparar UHF a Coldplay, algo impensável!

Infelizmente, vai ser bastante difícil voltarmos a viver este tipo de emoções num futuro próximo!