Mostrar mensagens com a etiqueta Champions League. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Champions League. Mostrar todas as mensagens

Até onde podem ir os guerreiros do Minho?

A inteligência emocional bracarense pode ser o segredo para o apuramento

Arsenal, Shakhtar Donetsk e Partizan de Belgrado são os adversários do Sp. Braga no grupo H da Liga dos Campeões. A equipa de Wenger parte, naturalmente, como favorito do grupo, com o Shakhtar e o Braga a disputarem a outra vaga que resta, sendo que o Partizan poderá ter também algo a dizer! A equipa inglesa tem em Cesc Fabregas, Van Persie, Marouane Chamakh e Arshavin os seus principais destaques individuais e são eles que potenciam uma dinâmica ofensiva encantadora para os adeptos do bom futebol. Arséne Wenger anda também a lapidar duas pérolas inglesas, Theo Walcott e Jack Wilshere, jogadores que chegaram ao clube com o rótulo de jovens promessas, mas que para se tornarem jogadores completos no futuro necessitam de encontrar técnicos como este francês! A zona mais fraca desta equipa é o sector defensivo, que foi reforçado esta semana com a contratação do central Squillaci ao Sevilha. Clichy e Sagna são dois laterais muito ofensivos, evoluídos tecnicamente, mas que, por subirem demasiadas vezes no terreno, desequilibram a equipa na transição defensiva. Mas o maior problema está mesmo na baliza, onde Almunia e Fabianski continuam a não inspirar qualquer tipo de confiança!

Passando ao "adversário directo" da equipa portuguesa, posso dizer que o Shakhtar Donetsk é rei e senhor na Ucrânia, esta equipa possui excelentes jogadores, Pyatov é o guardião, Dmytro Chygrynskiy o defensor, Alex Teixeira o acelerador, Jadson o criativo e Luiz Adriano o finalizador. É também preciso uma especial atenção aos lances de bola parada quase sempre cobrados pelo croata Darijo Srna, o seu compatriota Eduardo da Silva é também uma ameaça para a baliza adversária. A equipa orientada pelo romeno Mircea Lucescu, vencedores da Taça UEFA em 2008/2009 é, sem qualquer dúvida, um adversário dinâmico, ofensivo e que não tem medo de jogar no meio-campo adversário, tal como se viu na Supertaça Europeia do ano passado frente ao Barcelona, onde foi necessário prolongamento para a equipa de Guardiola levar o troféu para casa. A equipa bracarense deverá utilizar da melhor forma possível os seus ataques rápidos contra esta equipa, tal como fez com o Sevilha, uma vez que o Shakhtar gosta de se balancear para o ataque, podendo como é óbvio matar o jogo ou ser surpreendido pelo adversário. Sinceramente, penso que este estilo de jogo agrada a Domingos Paciência e aos seus guerreiros!

Em relação ao Partizan, tenho que realçar o excelente patriotismo existente, a grande maioria dos jogadores são sérvios, mas são também uns desconhecidos para o público em geral. Para além do português Moreira, a equipa treinada por Aleksandar Stanejovic tem como destaques o brasileiro Cléo e os internacionais sérvios Ivica Iliev e Sasa Ilic. Esta formação é também possuidora dos adeptos mais fervorosos da Europa, algo que nem sempre termina bem. O guarda-redes Stojkovic, emprestado pelo Sporting, poderá também dar uma boa ajuda a esta equipa que tem no seu 4x4x2 organização e muita determinação. A equipa sérvia joga, preferencialmente, neste sistema táctico e tem no ataque, com Iliev mais solto e Cléo mais posicional, a sua grande arma para conseguir desequilibrar e causar uma pequena surpresa na edição deste ano da Champions League!

(A dinâmica ucraniana)

Um grupo difícil, mas bem ao nível das águias

Três equipas equilibradas e um perigoso outsider

O grupo B da Liga dos Campeões é constituído por Lyon, Benfica, Schalke 04 e Hapoel Telavive. Parece ser um grupo acessível para os encarnados, mas na verdade não o é. Algo importante num sorteio para uma equipa que está colocada no pote 2 é sempre esperar que a qualidade da equipa do terceiro pote não seja semelhante ou superior à sua e, analisando friamente, do pote 3 só Ajax, Tottenham e Schalke estão num patamar igual ou superior ao do Sport Lisboa e Benfica! Vendo por este prisma, posso afirmar que a equipa de Jesus teve muito azar nesse adversário, dado que, para além da grande qualidade do plantel e do gigantíssimo orçamento da equipa germânica, no banco de suplentes está um homem chamado Felix Magath, um treinador excelente, muito experiente e que, entre outros títulos importantes, levou o Wolfsburgo à conquista da Bundesliga em 2008/2009!

Esta equipa alemã, no sector mais recuado, possui um guarda-redes muito seguro que inspira confiança, Manuel Neuer, e um central com a categoria de Metzelder, muito determinado e forte fisicamente. Mais à frente no terreno há Rakitic, este croata habilidoso é o que mais desequilibra individualmente nesta equipa de Magath e é ele o especialista nas bolas paradas. No ataque, existem nomes como Farfán, Edu e Raúl González, um tridente ofensivo carregado de magia e eficácia, duas coisas fundamentais quando o que se pretende são golos! Passando agora ao cabeça-de-série deste grupo, o Lyon. Esta equipa orientada por Claude Puel fez uma excelente Liga dos Campeões no ano passado, chegando às meias-finais da mesma, deixando pelo caminho Real Madrid e Bordéus. Hugo Lloris, Reveillere, Toulalan, Pjanic, Michel Bastos, Yoann Gourcuff, contratado há uns dias ao Bordéus, Jimmy Briand, Gomis e Lisandro López são os nomes mais sonantes duma equipa que se destaca pelo seu grande colectivo e por toda a garra que demonstra durante todos os 90 minutos.

Deixo só um especial destaque a Toulalan, um médio-defensivo capaz de jogar em várias posições e que denota um talento especial para ocupar racionalmente os espaços, e a Lisandro López, um avançado guerreiro que encanta qualquer massa associativa com a sua intensa e bela forma de jogar! Em relação ao adversário, teoricamente, mais fraco do grupo, posso dizer que será complicado vencê-los em casa. Telavive tem um ambiente complicadíssimo e o 12º jogador lá poderá fazer toda a diferença, mesmo tendo em conta que será a primeira vez que esta equipa disputa uma fase de grupos da Liga dos Campeões. As duas grandes estrelas dos israelitas são o guarda-redes internacional nigeriano Vincent Enyeama e o avançado Ben Sahar, que esteve com José Mourinho no Chelsea, ele é uma promessa do futebol do seu país e é a grande referência desta equipa no ataque! Eli Guttmann de 52 anos é o treinador e seria fantástico se ele conseguisse o 3º lugar no grupo e o respectivo apuramento para a Liga Europa, algo que eu considero, no mínimo, bastante difícil!

(A teia de Magath)

Um Braga de luxo

A humildade portuguesa ofuscou a arrogância espanhola

O Sp. Braga garantiu nesta terça-feira um apuramento histórico para a fase de grupos da Liga dos Campeões, ao vencer no reduto do Sevilha, por quatro bolas a três. A equipa portuguesa já tinha vencido em casa por 1-0, e na visita a Espanha conseguiu vencer novamente, ainda que tenha revelado alguma intranquilidade no segundo tempo. O Sp. Braga esteve mesmo a vencer por 2-0, com golos de Matheus e Lima. Luis Fabiano e Jesús Navas deram o empate à equipa espanhola, mas Lima ainda foi a tempo de fazer um hat-trick para sentenciar a eliminatória. Kanouté ainda marcou mais um golo para o Sevilha, nos descontos, mas a história estava traçada e o sonho estava cumprido! O sonho é real e, absolutamente, louco! Foi um Braga destemido, com a lição muito bem estudada, com tempo para tudo e que venceu o Sevilha por 4-3! Antonio Alvarez prometeu um Sevilha a deixar a vida em campo, Domingos Paciência prometeu golos. E foram quatro contra três sofridos. Foi um início de jogo bastante tenso e nervoso, tal a ânsia com que o Sevilha atacava e a forma sofrida como a equipa bracarense defendia.

Os arsenalistas aguentaram a pressão e surpreenderam no contra-ataque, demonstrando que no futebol não há vencedores por antecipação, se há realmente qualidade ela deverá ser mostrada dentro das quatro linhas e hoje vimos um Braga muito bem preparado e unido, apesar de ter mostrado um pouco de nervosismo nos minutos finais! Salino, Sílvio, Lima e Matheus, quatro guerreiros que brilharam no jogo desta noite, o primeiro recuperou recuperou e voltou a recuperar bolas naquele meio-campo, Leandro Salino é pequenino, mas enche o campo de uma forma encantadora. O segundo é ainda um miúdo com uma enorme margem para progressos, mas no jogo de hoje parecia um veterano na forma como encarou o seu adversário sem qualquer tipo de medo de errar! Lima e Matheus, os marcadores dos golos, fizeram com que o sonho de uma equipa e de uma cidade se tornasse possível. O enorme Sevilha tornou-se pequeno aos pés da equipa de Domingos, pois existiu uma enorme garra por parte de todos e isso é fundamental quando se quer atingir o sucesso. Venceu a equipa mais humilde, unida, determinada e a que foi exemplar na estratégia a seguir!

Sporting de Braga mostra-se à Europa

O Sp. Braga derrotou de forma clara o Celtic por 3-0 no jogo da 1ª mão da 3ª pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. O primeiro golo da partida surgiu por intermédio de Alan, na conversão de um pontapé da marca de grande penalidade, já no segundo tempo Elderson e Matheus selaram um excelente resultado a favor da equipa bracarense. Eu vi pouco do jogo desta noite, portanto não vou dizer muita coisa acerca do mesmo, fiz este artigo apenas como forma de homenagem pelo grande resultado alcançado pela equipa portuguesa. Passando ao jogo, posso então afirmar que o Braga entrou bastante tímido na partida, mas aos poucos e poucos afirmou-se no jogo e conseguiu ser superior ao seu adversário na maior parte do tempo. O futebol bracarense, claramente de tracção à esquerda, devido ao maior pendor ofensivo do lateral Elderson era muitas vezes anulado através da forte capacidade física que os defensores do Celtic possuem. Muita força bruta, misturada, muitas vezes, com uma agressividade a roçar os limites, que os Guerreiros do Minho tiveram de contornar com inteligência.

Aos 26 minutos, Alan levantou o estádio ao fazer o primeiro golo da partida através da conversão de uma grande penalidade. Na segunda parte, já com o Sporting de Braga a merecer o segundo golo eis que surge um canto de Matheus e um toque subtil de Elderson a lançar a festa nas bancadas. Um grande balão de oxigénio para o mergulho em alto mar que vai ser a visita a Glasgow na próxima semana. Mas isto não haveria de ficar por aqui, Matheus na cobrança de um livre directo fez questão de deixar a sua marca no jogo, fazendo um golo espantoso, beneficiando um pouco da ajuda da famosa Jabulani. A noite mágica para o Braga pode ser ainda levada em conta como um aviso à competição interna: a última época não foi fruto do acaso, como por vezes se faz parecer, há naquele grupo muita união, paixão e dedicação. A jogar assim é bom que se leve a equipa de Domingos muito a sério para o campeonato português!

Um FC Porto sempre superior


O Futebol Clube do Porto sentiu algumas dificuldades nos primeiros minutos do jogo de ontem à noite, uma vez que o APOEL entrou bastante pressionante e agressivo sobre a posse de bola portista, não dando grande tempo para pensar e executar. Como complemento para a boa resposta cipriota tivemos um Porto, que mantendo níveis de intensidade altos desde o início, não esteve inspirado na gestão da sua posse. Aqui, tenho mesmo que deixar uma nota para Mariano pelas perdas de bola que acumulou, sucumbido à pressão do adversário e do próprio público. Por outro lado, Raúl Meireles fez, quanto a mim, o seu melhor jogo desta época, foi raríssimo vermos o português a falhar um passe, dando início às transições da sua equipa quase sempre da melhor forma, esteve bastante presente nas diferentes fases do encontro e "compensou" de certa forma o fosso criado por Mariano na zona intermediária.

O efeito do pressing da equipa portista foi evidente, o APOEL nunca conseguiu soltar-se em progressão, nunca conseguiu iniciar o processo de construção de forma concreta e, fundamentalmente, nunca conseguiu jogar e, por isso, foi sempre o Porto quem dominou, o golo dos cipriotas foi apenas um acaso. Com o 0-1 nada se alterou e, como era previsível foi de uma perda de bola que o empate portista surgiu, acerca dos erros no processo defensivo do APOEL, vitais na definição do jogo, importa dizer que são erros forçados, com muito mérito, portanto, para a atitude da equipa orientada por Jesualdo Ferreira. O empate marcou uma viragem emotiva no jogo, dando maior segurança à equipa portuguesa que passou a ganhar mais segundas bolas e a progredir de forma bem mais clara no terreno. A alteração táctica de Jesualdo ao intervalo, colocando Rodriguez no meio e Mariano na ala, melhorou significativamente o “jogar” da sua equipa, principalmente no que toca à criatividade e à velocidade do processo de construção, com Rodriguez mais recuado e mais no centro tornou-se mais fácil transportar a bola até zonas mais avançadas para provocar desequilíbrios e foi de fácil observação que com a desvantagem, o APOEL tentou alongar-se no campo e com isso permitiu que o Porto jogasse mais em transições e com bastante mais espaço, algo que não havia sucedido no primeiro tempo, até ao momento da expulsão de Mariano Gonzalez era iminente a existência de mais um golo para a equipa da casa!

Basicamente, o APOEL era organizado, mas denotou desde cedo muitas fragilidades no que toca ao primeiro passe. O Porto acabou por ganhar o jogo graças ao seu pressing, algo em que é muito forte, e aos erros do adversário. Nunca se conseguiu impor em posse, mas a vitória é algo incontestável, apesar da falta de imaginação e de criatividade da equipa também ser um pouco preocupante. Os médios, neste modelo de Jesualdo, são sempre jogadores com potencialidades para executar transições rápidas e qualquer jogador menos intenso tem dificuldades em impor-se, daí a diferença entre o Porto da primeira e da segunda parte. A grande excepção foi Lucho, cuja inteligência táctica foi suficiente para se impor. É necessário também deixar uma palavra para Hulk, a sua capacidade de explodir perante os adversário é genial e se nunca deixar de trabalhar e de se esforçar é garantida a ascensão mundial deste ainda jovem brasileiro!

FC Porto VS APOEL


Jesualdo Ferreira alertou desde logo os seus jogadores para respeitarem bastante o APOEL, isto numa altura em que os campeões portugueses pretendem dar sequência no Estádio do Dragão ao triunfo obtido na segunda jornada frente ao Atlético de Madrid por duas bolas a zero. Contudo, o APOEL provou ser um adversário difícil logo no jogo de estreia na Champions League, pois empatou no terreno do Atlético e perdeu somente por 1-0 frente ao Chelsea, demonstrando muita objectividade e ao mesmo tempo bastantes lacunas no início do processo de construção, denotando claras dificuldades para realizar o primeiro passe e sair a jogar com segurança e em progressão. Mas mesmo assim, o treinador Ivan Jovanovic está confiante que a sua equipa terá as suas oportunidades para pontuar no Dragão!

O FC Porto parte com a confiança natural que lhe dá o seu estatuto e experiência na Liga dos Campeões, face a uma equipa que faz este ano a estreia, mas os debutantes estão a dar-se bem, daí que o optimismo dos dragões seja moderado. Jesualdo Ferreira rejeita o favoritismo e será mesmo preciso mostrá-lo dentro de campo! É verdade que o Apoel ainda nem marcou um golo na prova, em 180 minutos nunca as redes adversárias balançaram, mas também não é menos verdade que esta equipa tem mostrado uma assinalável eficácia defensiva. Frente a equipas cotadas do futebol europeu, como é o caso do Chelsea e Atlético de Madrid, sofreram apenas um golo. Quanto à experiência, o Apoel é um estreante e o futebol cipriota está longe de ser reconhecido como viveiro de grandes executantes, mas também é certo que não há Belluschi e quando o argentino não joga, o meio-campo do FC Porto ressente-se, nomeadamente no que toca à definição dos envolvimentos mais ofensivos. Mas ainda aqui, pode-se optar por desvalorizar a ausência e sublinhar o fôlego que Guarin tem dado à equipa quando é chamado, permitindo uma maior ocupação dos espaços e uma solução mais forte para aparecer em zonas mais adiantadas a rematar!

O jogo desta noite será, apenas, a primeira parte da dupla jornada com os cipriotas, daqui a duas semanas há mais, no Chipre. E nestes dois jogos pode estar a chave do apuramento azul e branco, tendo sempre em conta aquilo que fizerem Chelsea e Atlético de Madrid, que também medem forças a duas mãos. O técnico cipriota admite que um empate já não seria nada mau, mas a Jesualdo os adeptos não desculparão nada que não seja a vitória!

Equipas prováveis:

FC PORTO: Helton; Fucile, Bruno Alves, Rolando e Álvaro Pereira; Fernando, Raul Meireles e Guarín; Rodríguez, Hulk e Falcão.

APOEL:
Chiotis; Kontis, Broerse, Grncarov e Elia; Nuno Morais, Michail, Kosowski, Hélio Pinto, Charalambides; Mirosavljevic.